Percebendo o Pai

Ao longo de toda a história da humanidade, temos buscado um meio de vivenciar essa experiência incrivelmente curta que cada um de nós identifica como "sua vida" da maneira mais tranqüila e pacífica possível. Contudo, por alguma razão, parece que nossas experiências nos levam sempre na direção oposta. Paz e tranqüilidade parecem estar presentes apenas nos primeiros anos de nossas vidas, seguidos por uma longa cadeia de situações cada vez mais tensas e intensas, que acabam por nos conduzir através de um labirinto aparentemente caótico chamado "vida adulta".

Mas afinal, qual é o propósito deste processo chamado "A Vida Como a Conhecemos"? E o que dizer do sofrimento? Sua ausência não deveria ser considerada felicidade?

Normalmente, somos confrontados por estas questões sempre que nos encontramos no meio de uma crise particularmente difícil. A intensidade destes questionamentos é sempre proporcional ao sofrimento que experimentamos. Quanto mais sofremos, mais incômodas se tornam nossas dúvidas.

O fato é que temos a tendência de seguir nossas vidas em um caminho linear, mantendo sempre as qualidades que nos foram impostas pela "natureza" desde o nascimento. É como se fôssemos tão somente seres semi-inteligentes: inteligentes apenas na medida em que estamos conscientes de que nossas ações são determinadas por nossas características e qualidades inerentes, às quais não podemos nos opor. Afinal, "seria estupidez e pura teimosia tentar ir contra a natureza". Não é o que dizem?

De toda forma, se Deus realmente existe e nos criou, por que não o percebemos? Por que Ele se oculta de nós? Se soubéssemos o que nos exige, com certeza não teríamos cometido tantos erros em nossas vidas, pelos quais parece que somos castigados com tanto sofrimento! Quão mais fácil seria a vida se o Pai não se houvesse ocultado dos seres humanos... se Ele fosse claramente percebido e visto por todos e cada um de nós!

Amados, a conquista de tal percepção deveria ser nosso único propósito neste mundo. De fato, em Jesus podemos alcançar a percepção de Deus desenvolvendo um "novo sentido", capaz de "captar" o Reino de Deus. É através desse instrumento sensorial que nos tornamos capazes de "ouvir a voz" do Espírito, ou mesmo "ver" as realidades do Reino. Podemos ainda "sentir o toque" de Deus e então nos orientarmos segundo o seu propósito para nós de forma inequívoca. É o único sentido capaz de revelar de forma "tangível" o quão real é o Reino de Deus. E o alcance desta percepção é o único objetivo pelo qual não devemos poupar esforços.

Essa percepção do Pai se chama .

A Fé - esse maravilhoso dom de Deus - surge em nossos corações como uma simples semente. Trata-se de uma Palavra semeada, que se torna viva. É um pequeno ponto, que desperta dentro da nossa consciência e testifica que a Vida é muito mais do que aquilo que percebemos com nossos outros cinco sentidos.

Mas para penetrar nesse Reino é preciso que essa semente seja desenvolvida até se tornar a base de um novo sentido, capaz de perceber as realidades espirituais. Esse sentido deve funcionar segundo uma programação totalmente diferente daquela que opera nossos cinco sentidos naturais. E isso depende da nossa própria vontade, do nosso empenho em nos entregarmos a essa busca e de quão sincero é o desejo do nosso coração em encontrá-lo.

Mas como desenvolver este ponto no coração, até que ele se torne em Fé genuína?

Falando acerca do Reino de Deus, Jesus disse: "É chegado a vós o Reino de Deus". Mas para que possamos percebê-lo, é necessário que primeiro ocorra uma transformação em nossa "natureza". Uma mudança completa em nossos atributos. Uma mudança tão intensa, profunda e total que Jesus a chamou de "nascer de novo" (João 3, 3).

Apenas ao nos despojarmos de nossa "velha natureza", através da renovação do nosso entendimento, poderemos experimentar o início do processo que nos levará a uma vívida percepção do Pai, da Sua Vontade (confira Efésios 4, 22-24; 1Pedro 1, 14-16; Romanos 12, 1-2).

Quer ser UM com Deus, conforme deseja Jesus? Busque transformar todos os seus atributos, a fim de que eles reflitam a plenitude da essência de Deus, que é o Amor (João 17, 17-26).

Que brilhe sobre você a Luz do Amor do Pai.

Em testemunho da Verdade
--Danilo.

2 comentários:

Amanda disse...

Eu sou a sortudaaaaa... :) Amuuuuu muito!!!

Amanda disse...

Amor, isso é complexo, só Deus! Somente a fé permite que conheçamos o Pai... ainda tenho muito que aprender sobre a FÉ.. Estou em processo de aprendizado, estou pedindo ao Pai que me dê discernimento!!! E conto com você! beijão amuuu

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