Feliz Natal


Isto lhes servirá de sinal…
Encontrarão o bebê envolto em panos e deitado numa manjedoura. Lucas 2

O povo que andava em trevas viu grande luz…
Pois toda bota de guerreiro usada no combate e toda veste revolvida em sangue serão queimadas, como lenha no fogo. Porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado, e o governo está sobre seus ombros. Isaias 9

A celebração do Natal de Cristo é uma oportunidade singular de sermos renovados na compreensão do Amor de Deus por nós, e de como isso pode transformar nosso entendimento daquilo que é o verdadeiro propósito da nossa vida. Ainda que muitos estejam distraídos quanto ao verdadeiro significado desse momento, não podemos nos furtar esse privilégio e oportunidade de sermos renovados no espírito e no testemunho da nossa fé .

Vale lembrar que nos dias de Jesus a realidade não era diferente da que vemos hoje. Não havia lugar para Ele nos lugares de honra porque as atenções estavam  em outra direção. O povo estava ocupado em conferir, registrar e garantir seus números, e totalmente indiferente à Deus. Eram dias de grande ebulição social, e as pessoas estavam refém de ignorância e confundidas em suas relações. Creio que o Verdadeiro Natal só pode ser comemorado assim mesmo, nesse mesmo contexto e ambiente. Em tempos assim, de confusão de sentimentos e de propósitos, em que aqueles que têm o poder gostariam mesmo era de ver o menino morto e ignorado, em que as trevas são densas, aqueles que são sensíveis à voz de Deus e reconhecem os Seus sinais nos céus, se reúnem para render glórias ao Salvador.   

A Anunciação do Nascimento do Salvador é o Sinal de Luz que Brilha nas Trevas – A Revelação de que Deus é Amor!

O Sinal que vem na forma de uma criança, um menino, envolto em panos dentro de uma manjedoura, um “cocho”. Nada mais simples, singular, aparentemente frágil, desprotegido, dependente e indefeso. Um broto tenro surgindo no meio de uma terra árida e estéril.

Tudo contra e só Deus a favor.

É ai que estava toda a Sua Força e Poder e é aí, também, que está toda a nossa Esperança.

Por mais que seja simples, fraco e insignificante aos nossos próprios olhos, é Aquele que o próprio Deus gerou e estabeleceu. Por isso, os poderes desse mundo não vão prevalecer contra Ele, mas se renderão ao peso da Sua Glória. Ninguém poderá resistir à Sua Eternidade. Tudo passará, mas Ele permanecerá para sempre.

Esse Poder, essa Luz, esse Sinal é que Deus amou, ama e amará esse mundo de tal maneira que deu o Seu próprio Filho, empenhou a Sua Vida, para manifestação desse Amor. Quem crer não morrerá jamais, mas encontrou a Vida que é além da morte. Por mais que isso pareça pequeno, insignificante ou desprezível diante da magnitude dos desafios que temos para enfrentar. Por mais que nossas noites sejam de vigílias intermináveis no desespero de garantir nossa própria sobrevivência. O nascimento de Jesus nos revela que o nosso Pai tem Seus olhos colocados em nós, e Ele não desistiu de fazer cumprir Sua vontade em nós e através de nós.

O menino que prevaleceu sobre as botas de guerra e as armaduras de combate, o simples sobre os poderosos, o fraco sobre os fortes, o conhecimento sobre os cheios de entendimento, o perdão sobre os que querem vingança, a misericórdia sobre os que reivindicam direitos, o bem sobre os que buscam o mal, a fé sobre os que estão  ansiosos, a esperança sobre os que passam por tribulação e o amor sobre os que têm medo.

Por mais tênue, solitário e incógnito que esse esforço possa um dia parecer, não deixe de celebrar o Natal de Cristo. Não se perca em julgamentos a respeito do que acontece em torno dessa cena. Coloque os seus olhos e sua atenção naquilo que é o principal desse momento: a Mensagem que recebemos da parte de Deus! Há uma Luz que brilha nas Trevas, um Sinal que ilumina o nosso caminho. Aproveite para abrir as portas do seu coração e receber todos aqueles que Deus vai enviar até você e compartilhe com eles da sua Fé, Esperança e Amor.

“O Amor é paciente, o Amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus próprios interesses, não se irrita facilmente, não guarda rancor. O Amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O Amor nunca morre”. II Corintios 13

Feliz Natal para Todos,

Paulo Borges Jr

A Páscoa do Senhor


Aconteceu no Egito, dia 14 de abibe do ano em que os filhos de Israel foram livres da escravidão. Esse seria um dia decisivo. Dia de regozijo para alguns e desespero para outros. Naquela noite, o anjo da morte visitaria o Egito e mataria a todos os primogênitos, desde os animais ate o filho de Faraó.

Como fariam os israelitas para escapar dessa destruição? Não lhes bastaria serem filhos de Abraão. Sua linhagem não os salvaria, independente de quem fossem filhos. Não seria suficiente serem pessoas boas e religiosas, que observassem os ensinamentos antigos e as tradições. O livramento se daria mediante a obediência ao que Deus falara a Moisés. Naquela tarde, as famílias dos israelitas deveriam se reunir, cada uma deveria matar para si um cordeiro e seu sangue deveria ser passado nos portais das casas. Dentro delas, as famílias comeriam a carne do animal juntamente com ervas amargas.

A terrível noite chegou e, com ela, o anjo destruidor. Por onde ele passava, deixava as famílias em agonia pela perda de seus filhos. Só escaparam da tragédia aquelas casas em cujas portas havia o sangue protetor. Essa foi primeira páscoa. Páscoa significa "passar por cima", ou seja, o anjo passava por aqueles que estavam protegidos pelo sangue e não os destruía. (Ex 12).

Naquela mesma noite, os israelitas saíram do Egito. A partir desse dia, em todos os anos, na mesma data, os israelitas comemoram a páscoa, matando um cordeiro e comendo a sua carne. Essas comemorações eram apenas símbolo da páscoa comemorada por Jesus com seus discípulos, momentos antes da sua morte. Todos os cordeiros mortos representavam o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo (João 1.29) e que seria morto em uma páscoa. Paulo escreveu aos Coríntios: "Cristo é a nossa páscoa" (1Co 5.7). Sua morte significou o nosso livramento, a nossa salvação. Ninguém poderá se salvar baseado em sua própria justiça ou bondade, ostentando sua religiosidade ou invocando sua linhagem ou seu pedigree, mas é o sangue de Jesus, o cordeiro de Deus, que nos salva. Ele morreu para que nao morramos espiritualmente, mas tenhamos a vida eterna.

Como vimos, Deus ordenou que os filhos de Israel, os judeus, comemorassem a páscoa todos os anos no mês de abibe, que começa em meados de março e termina em abril. Nós, porém, não somos israelitas e não temos o dever de comemorar anualmente a páscoa. Não, ao menos, da maneira como eles o faziam.

Nem mesmo os judeus tem esse dever na atualidade, pois, após a morte de Jesus, todos os sacrifícios de animais deveriam ser abolidos. "Cristo, que é a nossa páscoa, já foi sacrificado por nós." (1Co 5.7).

Atualmente, muitas pessoas pelo mundo afora comemoram a páscoa. Essa comemoração esta repleta de alterações em relação ao sentido original. Em lugar do cordeiro, fazem menção aos coelhos. Em lugar das ervas amargas, as pessoas comem chocolate. CHOCOLATE!!! Conosco, é assim: procuramos algo mais fácil e mais agradável.

Não estamos proibidos de comer chocolate (ufa!), mas não devemos ignorar o verdadeiro sentido da páscoa. Temos, sim, uma comemoração relacionada a essa festa: a ceia do Senhor. Esta é a nossa páscoa. Não realizada apenas uma vez por ano, mas todas as vezes que comemos o pão e bebemos o vinho em memória da morte do Senhor Jesus.

Estes somos nós, a família do Senhor, comendo a carne do cordeiro e bebendo o seu sangue. Nesse momento, nos recordamos que éramos escravos no Egito, o nosso egoísmo, e que Faraó, Satanás, nos mantinha sob o seu domínio. Mas, naquela tarde de páscoa, o Cordeiro de Deus, o primogênito de Deus, morreu em nosso lugar. Regozijemo-nos e alegremo-nos. O anjo da morte não nos alcançará, pois "nenhuma condenação ha para os que estão em Cristo Jesus".

Feliz Páscoa!!!

Em testemunho
--Danilo.